
Neste primeiro capítulo, intitulado "um caso amoroso", o autor dá-nos conta dos grandes laços afectivos que existem entre o computador e as crianças. Como refere o autor, "em todo o lado, com poucas excepções, vi o mesmo brilho nos seus olhos, o mesmo desejo de se apropriarem dessa coisa".
Contudo, existem em simultaneo uma satisfação e uma preocupação por parte dos pais ao verem esta relação tão vinculada, pois, e como refere o autor, "parece que os beneficios e os perigos se encontram ligados". Esta questão fez-me lembrar algumas situações com as quais ja me deparei. Tanto em casa, como em conversas com outros pais, ou mesmo conversas apanhadas no meio da rua, ouço falar sobre esta paixão dos jovens pelas tecnologias, e reparei que na grande maioria é o lado negativo que sobressai. A maioria queixa-se que os filhos passam horas a fio agarrados ao computador e apontam-nos como anti-sociais, destruidores de familias. Ora, se já se deu conta que as crianças têm este enorme interesse pelas técnologias, porque não o aproveitar para fortalecer os laços entre as familias, para que estas partilhem dos seus interesses, da sua educação e aprendizagem, em vez de o apontar como um "destruidor"?!